Ao analisar as tendências do mundo globalizado no século XXI, nos deparamos com uma situação antagônica ao significado primário de Mundo Global.
O termo Globalização, que inicialmente poderia nos sugerir unificação, colaboração mútua, respeito entre povos de diferentes culturas e principalmente a diminuição dessas fronteiras culturais causadas pela distância geográfica, se mostra não ser o que se tem visto nas últimas décadas.
Nesse mundo onde conflitos seculares de cunho político-religiosos ainda são motivos de intermináveis guerras por disputa de território, como é o caso de Israel e Palestina. Bem como a invasão do Iraque pelos Estados Unidos por razões que as gerações mais recentes sequer entendem, ainda assim acabam por pagar um alto preço - têm uma péssima impressão sobre o que é de fato viver - como conseqüência de erros de líderes de governo equivocados, motivados pelo egoísmo e interesses da minoria.
Parece-nos que o que hoje chamamos de Mundo Global precisa rever seus conceitos de fé, compaixão e solidariedade, além de compreender que, viver como um só mundo é ceder, visar unicamente os próprios interesses ainda é conhecido como usurpar.
As 15 linhas, como referenciadas, mostram-se insuficientes para descrever a tamanha barbaridade que está presente diariamente no conteúdo dos noticiários em formato de violência, indiferença e intolerância.
O espírito extremamente competitivo e agressivo que todos estes fatores geram na população tornam o mundo um péssimo lugar para se viver unidos e em paz.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
sábado, 26 de maio de 2007
O cheiro daquela grama
Acordei. Nem parece que dormi. Parece que dormi pensando, ou que sonhei com a hora de acordar.
Difícil explicar, só sei que tudo começou aquele dia. Até agora não parou, durou tristezas, sonos e desânimos. Parece que é forte.
Acordei de novo, e não sei viver para nada além da vontade de sentir o cheiro daquela grama. Canso, levanto, deito e durmo. Só vejo triângulos e "Xizes" ao quadrado saindo pelos meus ouvidos em movimentos retilíneos uniformemente variados.
Vivo, este ano, para construir quarenta deles. Vivo esta semana, para deitar naquela grama e arrancá-la com meus dedos frios e deixar o vento levá-las. Para ver meu coração em chamas, e ter a sensação de missão cumprida. Pro frio na cabeça, pro cheiro de guache, pro cheiro da grama, pro cheiro da sala. Eu já sei o cheiro.
Vivo para mostrar este ano para outros olhos, olhos meus, olhos que sairão de mim, e para outros que duvidem de mim. Pra mostrar como ameaça de arma em punho que já me cansei de brigar.
Difícil explicar, só sei que tudo começou aquele dia. Até agora não parou, durou tristezas, sonos e desânimos. Parece que é forte.
Acordei de novo, e não sei viver para nada além da vontade de sentir o cheiro daquela grama. Canso, levanto, deito e durmo. Só vejo triângulos e "Xizes" ao quadrado saindo pelos meus ouvidos em movimentos retilíneos uniformemente variados.
Vivo, este ano, para construir quarenta deles. Vivo esta semana, para deitar naquela grama e arrancá-la com meus dedos frios e deixar o vento levá-las. Para ver meu coração em chamas, e ter a sensação de missão cumprida. Pro frio na cabeça, pro cheiro de guache, pro cheiro da grama, pro cheiro da sala. Eu já sei o cheiro.
Vivo para mostrar este ano para outros olhos, olhos meus, olhos que sairão de mim, e para outros que duvidem de mim. Pra mostrar como ameaça de arma em punho que já me cansei de brigar.
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