segunda-feira, 28 de maio de 2007

A globalização e suas contradições em apenas 15 linhas

Ao analisar as tendências do mundo globalizado no século XXI, nos deparamos com uma situação antagônica ao significado primário de Mundo Global.

O termo Globalização, que inicialmente poderia nos sugerir unificação, colaboração mútua, respeito entre povos de diferentes culturas e principalmente a diminuição dessas fronteiras culturais causadas pela distância geográfica, se mostra não ser o que se tem visto nas últimas décadas.

Nesse mundo onde conflitos seculares de cunho político-religiosos ainda são motivos de intermináveis guerras por disputa de território, como é o caso de Israel e Palestina. Bem como a invasão do Iraque pelos Estados Unidos por razões que as gerações mais recentes sequer entendem, ainda assim acabam por pagar um alto preço - têm uma péssima impressão sobre o que é de fato viver - como conseqüência de erros de líderes de governo equivocados, motivados pelo egoísmo e interesses da minoria.

Parece-nos que o que hoje chamamos de Mundo Global precisa rever seus conceitos de fé, compaixão e solidariedade, além de compreender que, viver como um só mundo é ceder, visar unicamente os próprios interesses ainda é conhecido como usurpar.

As 15 linhas, como referenciadas, mostram-se insuficientes para descrever a tamanha barbaridade que está presente diariamente no conteúdo dos noticiários em formato de violência, indiferença e intolerância.

O espírito extremamente competitivo e agressivo que todos estes fatores geram na população tornam o mundo um péssimo lugar para se viver unidos e em paz.

sábado, 26 de maio de 2007

O cheiro daquela grama

Acordei. Nem parece que dormi. Parece que dormi pensando, ou que sonhei com a hora de acordar.

Difícil explicar, só sei que tudo começou aquele dia. Até agora não parou, durou tristezas, sonos e desânimos. Parece que é forte.

Acordei de novo, e não sei viver para nada além da vontade de sentir o cheiro daquela grama. Canso, levanto, deito e durmo. Só vejo triângulos e "Xizes" ao quadrado saindo pelos meus ouvidos em movimentos retilíneos uniformemente variados.

Vivo, este ano, para construir quarenta deles. Vivo esta semana, para deitar naquela grama e arrancá-la com meus dedos frios e deixar o vento levá-las. Para ver meu coração em chamas, e ter a sensação de missão cumprida. Pro frio na cabeça, pro cheiro de guache, pro cheiro da grama, pro cheiro da sala. Eu já sei o cheiro.

Vivo para mostrar este ano para outros olhos, olhos meus, olhos que sairão de mim, e para outros que duvidem de mim. Pra mostrar como ameaça de arma em punho que já me cansei de brigar.